Qual a melhor época do ano para fazer o tratamento de varizes e vasinhos?

 

Vai chegando o inverno e o número de consultas para tratar varizes e vasinhos começa a aumentar nas clínicas e hospitais. A maioria das pacientes que nos procura nessa época quer resolver o desconforto estético causado pelas varizes e/ou pelos vasinhos e estar pronta para curtir o verão, sem restrição para usar um short, saia, vestido ou biquíni.

Embora a demanda seja pela preocupação e desconforto estético, as pacientes acertam em escolher essa época do ano para fazer o tratamento. Isso porque, o clima da estação pode favorecer a recuperação após a realização de determinados procedimentos que exigem, por exemplo, o uso de compressão elástica, evitar a exposição ao sol, evitar a prática de alguma atividade física, entre outros.

Mas, é válido lembrar que o tratamento de varizes e vasinhos pode ser feito em qualquer época do ano. Assim, o período de realização do tratamento será definido a partir da situação do paciente – se exige maior urgência ou não; o tipo de tratamento que será realizado e a disponibilidade do paciente e do médico, considerando que alguns procedimentos exigem várias sessões para que se obtenha um resultado mais expressivo e procedimentos cirúrgicos precisam de um período maior de recuperação.

Para saber um pouco mais sobre varizes e vasinhos e os tratamentos disponíveis, confira as informações abaixo:

O que são varizes e vasinhos?

As Varizes e Vasinhos, que causam tanto incômodo estético e desconforto, são doenças vasculares associadas a problemas de circulação. Além de causar dor, inchaço e queimação nas pernas, se não tratadas podem trazer diversas complicações para a saúde, provocando úlceras, trombose, embolia pulmonar.

Qual a diferença entre Varizes e Vasinhos?

De forma simplificada podemos definir as varizes como veias dilatadas, retorcidas e doentes. Elas trazem muito desconforto porque ficam grossas e altas, bem evidentes nas pernas.

Já os vasinhos ficam abaixo da pele e são pequenos vasos dilatados. Eles se assemelham a teias de aranhas, arroxeadas e visíveis na perna.

Conheça alguns dos tratamentos disponíveis

Esclerotepia (Aplicação): aplicação de líquido esclerosante com o uso de seringa. O líquido age queimando os vasos, que depois são absorvidos pelo organismo. [link para a página do tratamento]

Laser Transdérmico – é um procedimento menos invasivo que prevê o uso do laser onde o vasinho está localizado, para que o calor dissipado destrua o vaso. [link para a página do tratamento]

Escleroterapia com Espuma (Aplicação com Espuma): uso de duas seringas que, ao bombear o líquido, formam uma espuma esclerosante, que queima vasos, que depois são absorvidas pelo corpo. Este procedimento é indicado para o tratamento de varizes mais calibrosas. [link para a página do tratamento]

ClaCs – técnica que associa o uso da escleroterapia e do laser, com o auxílio de um aparelho resfriador (criolaser) para tratar vasinhos e veias reticulares. Nesse tratamento o médico usa um aparelho de realidade aumentada para fazer a localização precisa da aplicação. Assim, faz o uso do laser para diminuir o calibre dos vasos e a aplicação do líquido esclerosante para queimá-los. O uso associado das técnicas traz mais conforto para o paciente e potencializa o resultado do procedimento. [link para a página do tratamento]

Você também pode conferir mais informações sobre causas, sintomas e tratamentos nas páginas VARIZES e VASINHOS.

Dr. Gustavo Franklin fala sobre Trombose Venosa para médicos do Pró-Plástica

O Cirurgião Vascular e Angiologista, Dr. Gustavo Franklin, participou na última semana de um encontro com médicos do Pró-Plástica, em Belo Horizonte. Ele foi convidado para falar sobre Trombose Venosa e Antigoagulantes. O encontro promoveu a troca de conhecimentos, de experiências e de aprendizados entre os médicos.

Os temas abordados por Dr. Gustavo Franklin são de extrema importância em procedimentos cirúrgicos, por isso, a necessidade de médicos estarem em constante reciclagem e atualização. Afinal, a ocorrência da Trombose Venosa pode ser potencializada por cirurgias, entre outros fatores.

Para que você entenda um pouco mais sobre Trombose Venosa, elencamos 5 dúvidas comuns de pacientes:

 

O que é a Trombose Venosa?

A Trombose Venosa ocorre quando a coagulação (que é um processo normal para evitar a perda excessiva de sangue quando há uma lesão no vaso) é feita de forma atípica nas veias profundas, impedindo o fluxo sanguíneo. Isso pode levar a uma inflamação da parede das veias, a deficiência do funcionamento das veias e, até mesmo, a embolias pulmonares, que podem ser fatais.

Quais as principais causas da Trombose Venosa

A Trombose Venosa pode ser motivada por uma inflamação na veia, pela diminuição do fluxo sanguíneo ou por uma alteração na coagulação.

Ela pode ser potencializada por vários fatores, entre eles: cirurgia, pós-cirúrgico, necessidade de ficar acamado, tratamento hormonal, uso de anticoncepcionais, idade avançada, varizes, tumores, traumas, obesidade, tabagismo, infarto, anormalidades genéticas e, até mesmo, viagens mais demoradas – necessidade de ficar muito tempo sentado.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas mais comuns são: inchaço, vermelhidão, sensação de calor, dor, pele azulada (ou esbranquiçada) e dificuldade para andar.

Mas, é preciso muita atenção, pois a Trombose pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas muito evidentes e que muitas vezes são muito parecidos com outras doenças. Por isso, é importante manter um check-up vascular anual e, a qualquer sintoma, procurar um médico.

Quais são os tratamentos para a Trombose Venosa?

O tratamento será indicado de acordo com a situação do paciente e com o seu histórico de saúde. Entre os tratamentos possíveis estão:

Em casos menos complexos: uso de meias de compressão, uso de anticoagulantes, infusão de medicamentos.

Em casos mais complexos: cirurgia, trombectomia, angioplastia.  Para mais informações CLIQUE AQUI

É possível prevenir a Trombose Venosa?

Sim, é possível prevenir a Trombose Venosa, principalmente evitando ou controlando os fatores potencializadores:

– Vida mais saudável: prática de atividades físicas, controle de peso, alimentação mais saudável e parar de fumar;

– Acompanhamento médico: seja pós-cirúgico, de tratamentos de traumas ou outras doenças e um check-up vascular anual.

-Uso de anticoagulantes: em casos pós-operatórios e em pacientes acamados.

 

Para mais informações CLIQUE AQUI

ClaCs X Aplicação com Espuma: qual é o melhor tratamento?

Em minha experiência como médico Angiologista e Cirurgião Vascular sempre sou questionado pelas pacientes sobre o melhor e mais eficiente tratamento para varizes e vasinhos. E a resposta sempre é a mesma: depende. Hoje existem inúmeras possibilidades de tratamentos, tanto para varizes quanto para vasinhos, que são muito assertivos e eficazes. No entanto, a indicação do tratamento deverá levar em consideração vários fatores, entre eles a situação do paciente, estado das varizes e vasinhos, tempo de recuperação e expectativa do paciente.

Hoje apresento para vocês alguns esclarecimentos sobre dois tratamentos muito eficazes e que, particularmente, gosto muito: ClaCs e a Escleroterpia com Espuma. Abaixo vou explicar como funciona cada um dos procedimentos e quais são as indicações deles. Confira:

 

ClaCls – Laser e Escleroterapia associados

 

O ClaCls é o tratamento para vasinhos e veias reticulares (aquelas azulas que estão evidentes na perna e que alimentam esses vasinhos). Ele é feito através da associação do laser e da escleroterapia, com o auxílio do criolaser (aparelho resfriador de pele).

Nesse tratamento, o médico utiliza o aparelho de realidade aumentada (veinviewer) para ter a localização exata da aplicação. Assim, faz o uso associado do laser – que ao atingir os vasos faz com que diminuam o seu calibre; e da escleroterapia- que é a injeção de líquido esclerosante que queima o vaso; potencializando a resposta do tratamento. O criolaser, aparelho resfriador, é usado para proporcionar o anestesiamento do local da aplicação, trazendo mais conforto para o paciente. Essa associação nas técnicas, potencializa o tratamento, trazendo um resultado satisfatório.

O ClaCs é um tratamento menos invasivo e com resultados muito eficazes. O médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, definirá a número de sessões necessárias para cada paciente, bem como, qual será o intervalo entre elas.

 

Escleroterapia com espuma

 

Escleroterapia com Espuma

Escleroterapia com espuma, popularmente conhecido como Aplicação com Espuma, é um dos tratamentos indicados para varizes, ou seja, veias de maior calibre, que possivelmente seriam retiradas em cirurgias.

A Escleroterapia é um procedimento menos invasivo, que permite o tratamento de varizes mais calibrosas sem uma intervenção cirúrgica, ou seja, pode ser feito no próprio consultório ou clínica, desde que seja realizado por um médico especialista.

Nesse tratamento, o líquido é bombeado em duas seringas, formando uma espuma que, ao ser injetada, tem uma ação esclerosante que irrita a parede do vaso e o “queima”. Assim, os vasos são eliminados e absorvidos pelo organismo posteriormente.

Após a aplicação é feito um curativo e é indicado o uso de meias compressivas. A indicação leva em consideração o tipo de pele, idade e cuidados com manchas, inerente em qualquer tratamento. Normalmente é necessário mais que uma sessão, mas essa definição é feita pelo médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

O que é insuficiência arterial?

A Insuficiência Arterial Periférica, uma Doença Arterial Obstrutiva Periférica – DAOP, acomete artérias por meio do estreitamento ou obstrução dos vasos sanguíneos, que são responsáveis por transportar o sangue rico em oxigênio e nutrientes para as pernas, braços, extremidades do corpo.

 

Isso pode provocar a redução do fluxo sanguíneo, tendo como consequência a lesão de nervos, músculos e tecidos, podendo evoluir para a perda do membro.

 

O que causa a Doença Arterial Obstrutiva Periférica?

 

Uma das causas mais comuns da Doença Arterial Obstrutiva Periférica é a Aterosclerose, que é o acúmulo de gorduras, proteínas, células de inflamação nas paredes dos vasos sanguíneos.

 

Além do histórico familiar, são fatores potencializadores da DAOP:

Tabagismo é um dos fatores potencializadores da DAOP

  • hipertensão arterial,
  • falta de atividade física,
  • obesidade,
  • tabagismo,
  • diabetes,
  • doenças renais – em que o paciente necessita de hemodiálise, doença arterial coronariana,
  • hiperlipidemia – são pessoas que apresentam altos níveis de gorduras circulantes no sangue.

 

Quando eu sei que tenho a Doença Arterial Obstrutiva Periférica?

 

Na maioria dos casos, a DAOP não apresenta sintomas iniciais e isso é prejudicial para definição de um diagnóstico precoce.

Com o avanço da Doença podem aparecer os primeiros sintomas, porém eles variam de acordo com a artéria que estiver obstruída. Veja alguns exemplos:

 

  • Dor cardíaca durante esforço, angina ou enfarte são sintomas para as fases inicial, crônica e aguda da obstrução das artérias do coração.

 

  • Dores nas pernas no momento do exercício, com melhora na sua interrupção, conhecido como claudicação intermitente, é um sinal de doença arterial dos membros inferiores.

 

Por isso, caso tenha algum histórico familiar ou esteja enquadrado em algum dos fatores potencializadores da doença, o recomendado é que procure um médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, e faça um check-up anual.

 

É possível tratar a Doença Arterial Obstrutiva Periférica?

Após a confirmação do diagnóstico da Doença Arterial Obstrutiva Periférica, o médico fará a indicação do tratamento mais adequado, considerando o histórico de saúde do paciente e a fase da doença – inicial, crônica, aguda.

 

Entre os tratamentos possíveis estão:

 

 

  • Mudança de hábitos alimentares e de saúde,
  • Uso de medicamentos e atividades de caminhada supervisionada,
  • Terapias cirúrgicas (revascularização),

Cirurgia de Revascularização realizada por Dr. Gustavo Franklin

  • Técnica Endovascular para desobstrução do vaso em casos de necessidade.

 

Tratamento Endovascular

 

 

Qual a diferença entre a insuficiência arterial e insuficiência venosa crônica?

 

A insuficiência arterial, ou Doença Arterial Obstrutiva Periférica, provoca uma estenose ou obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias, provocado principalmente pela aterosclerose dos vasos sanguíneos que transportam sangue e oxigênio para os membros inferiores.

Já a insuficiência venosa crônica é causada por um problema de funcionamento nas válvulas ou aumento de pressão nas veias das pernas, que faz com que o sangue não consiga retornar ao coração de forma adequada. Elas são causadas normalmente por varizes e pela trombose venosa profunda.

São duas doenças totalmente distintas que exigem tratamentos diferentes. Por isso, sempre procure um cirurgião vascular ou Angiologista para conduzir essas doenças.

Dr. Gustavo Costa Franklin Dos Reis

AVC: o que é e como prevenir?

O que é o AVC?

Popularmente conhecido como Derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), pode ser entendido como um dano ao cérebro. Ele pode ser hemorrágico – quando há o rompimento de um vaso e ocorre o sangramento no cérebro, um exemplo muito comum é o aneurisma de vasos cerebrais; ou Vascular Isquêmico – quando é provocado pela interrupção de sangue e oxigênio.

Entre as causas do AVC Isquêmico está a Doença Arterial Obstrutiva, que causa a obstrução da artéria que leva sangue e oxigênio para o cérebro. Essa obstrução se dá pelas placas de ateroma – acúmulo de gorduras, colesterol, cálcio e outras substâncias na artéria.

O AVC é tido como uma doença silenciosa e está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

 

Placa de ateroma, retirada durante cirurgia realizada por Dr. Gustavo, que poderia vir a provocar um AVC.

 

Entenda um pouco mais sobre o AVC.

 

 

 Quem pode ter AVC? Qual idade tem mais probabilidade de ter AVC?

 

Qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, pode ter um AVC.

No entanto, existem alguns fatores que influenciam ou potencializam a sua ocorrência:

Idade: são mais comuns em pessoas mais velhas, em virtude do endurecimento das artérias e do acúmulo de placas de ateroma.

Sexo: antes dos 75 anos o AVC é mais comum em homens, pois as mulheres têm uma certa proteção advinda dos hormônios. No entanto, tratamentos hormonais e anticoncepcionais podem interferir nisso.

Histórico familiar: pessoas que têm historio na família de doenças vasculares, cardíacas, diabetes e hipertensão.

Alimentação: quando é rica em gorduras, colesterol e sódio.

Vícios: alcoolismo, tabagismo e uso de outras drogas.

Sedentarismo e obesidade.

 

Como posso prevenir?

 

Evitar os fatores que influenciam ou potencializam as doenças vasculares é um importante passo para evitar o AVC.

Veja algumas dicas:

Cuidar da saúde: alimentação saudável, pratica de exercícios físicos e evitar vícios (alcoolismo, tabagismo outras drogas) também é uma forma de se prevenir.

Controle da pressão arterial:  controle rigoroso da pressão arterial é uma medida importante para prevenir o acúmulo de placas na artéria carótida.

Check anual: caso tenha alguma doença vascular, cardíaca, diabetes, hipertensão ou tenha algum desses históricos na família é essencial que faça anualmente um check up com o médico –  clínicos, cardiologistas, cirurgião vasculares e neurologistas.. Pelos exames clínicos e complementares é possível minimizar riscos.

Hábitos saudáveis são muito importantes e minimizam o risco de acidente vascular cerebral.

 

Dr. Gustavo Franklin

Você sabia que as Varizes e a Trombose Venosa podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica?

O que é Insuficiência Venosa Crônica e como isso pode interferir em minha vida?

 

As Varizes, que trazem tanto incômodo estético e desconforto para pacientes, também podem trazer mais complicações para a saúde. Isso porque elas podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que é uma condição clínica, que interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas.

Em uma explicação simplificada, o sistema venoso dos membros inferiores – que é composto por veias superficiais, profundas e comunicantes; é responsável pelo transporte do sangue para o coração, para que seja oxigenado, funcionando na  direção contrária à força da gravidade. Para isso, ele depende de vários mecânismos e um deles é a musculatura da panturrilha das pernas. A presença das válvulas nas veias, é importante para impedir o refluxo do sangue nas pernas, ou seja, impedir que o sangue volte para a direção dos pés.

Um problema no funcionamento das válvulas ou aumento de pressão nas veias pode provocar a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que faz com que o sangue não volte para o coração de forma adequada, estagnando na perna. A consequência disso é o aumento da pressão venosa nas pernas, ocasionando uma série de mudanças que vão gerar edema, alteração da cor da pele e até feridas, conhecidas como úlcera venosa. Esta condição clínica vai trazer, no longo prazo, uma diminuição da qualidade de vida das pessoas.

 

Causas da Insuficiência Venosa Crônica

A Insuficiência Venosa Crônica é motivada por problemas no funcionamento das válvulas, por obstrução e aumento na pressão nas veias, que são causados, normalmente, por varizes e pela Trombose Venosa Profunda.

Muito comuns na população, as varizes são veias anormais que ficam dilatadas e retorcidas, perdendo sua função. Estudos apontam que origem das varizes está associada à questão genética, mas existem alguns fatores que podem potencializar a ocorrência da doença: obesidade, sedentarismo, gravidez, uso de anticoncepcional e questões hormonais.

Já a Trombose Venosa Profunda ocorre quando o sangue coagula de forma anormal no interior das veias profundas dos membros inferiores, formando trombos que dificultam o retorno do sangue, temporariamente ou de forma permanente.

A Trombose Venosa Profunda está associada à diminuição do fluxo sanguíneo, inflamação ou irritação na veia e alteração na coagulação. Isso pode ocorrer pelos seguintes motivos: idade avançada, hormonal (anticoncepcional, tratamento de reposição, entre outros), obesidade, tabagismo, traumas, tumores malignos, insuficiência renal, pós-cirurgias, anormalidades genéticas, situações em que a circulação é prejudicada – viagens prolongadas, permanecer muito tempo sentado.

 

Sintomas da Insuficiência Venosa Crônica

 

Os sintomas variam de acordo com a evolução da doença e podem ser:

  • Dor e desconforto no local;
  • Edema (inchaço nas pernas);
  • Queimação e inchaço;
  • Alterações na pele – escurecimento, descamação e ressecamento;
  • Úlceras – feridas nas pernas de difícil cicatrização.

 

Tratamentos da Insuficiência Venosa Crônica

 

Antes de indicar o tratamento, o médico especialista em Cirurgia Vascular e
Angiologia realizará a avaliação clínica e os exames complementares – ultrassom Doppler, por exemplo.

Essas medidas são fundamentais para que o médico possa verificar o histórico familiar e de saúde do paciente, sua condição clínica, o tipo de veia e a sua localização. Assim, poderá indicar qual o tratamento será mais assertivo de acordo com a necessidade de cada paciente. Entre as opções disponíveis atualmente estão:

  • Prevenção com uso de meias elásticas e atividades físicas orientadas. Hábitos saudáveis e avaliações periódicas com especialista para intervir, quando necessário.
  • Cirurgia de Varizes, em casos de necessidade, melhorando o quadro de refluxo e consequentemente, melhorando a qualidade de vida das pessoas.
  • Aplicação / Escleroterapia, quando necessário de veias dilatadas
  • Profilaxia de trombose venosa profunda, em casos especiais, e acompanhamento de pacientes que já tiveram ou encontram-se com Trombose em atividade.

 

Cuidando da saúde e melhorando a qualidade de vida!

Gustavo Costa Franklin Dos Reis

 

 

5 Mitos sobre Varizes e Vasinhos

Populares, principalmente entre as mulheres, as Varizes e os Vasinhos trazem muito incômodo estético e também desconforto. Afinal, muito além da aparência desagradável, as Varizes e os Vasinhos são doenças vasculares que representam problemas na circulação e podem causar dor, queimação, inchaço e peso nas pernas. Isso sem falar nas complicações de saúde que podem provocar, caso não sejam tratadas de forma adequada, tais como úlceras (feridas de difícil cicatrização), tromboses, embolia pulmonar, entre outros.

Existem muitos mitos sobre as causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos de Varizes e de Vasinhos. Ter a informação correta é o primeiro passo para a prevenção e para o tratamento assertivo.  Por isso, quero esclarecer algumas das principais dúvidas que recebo de pacientes em meu consultório diariamente, sobre o assunto. Confira:

 

1- Varizes e Vasinhos são a mesma coisa?

 

Não. Embora ambas tenham origem hereditária e representem problemas de circulação no sangue, as Varizes e Vasinhos são doenças venosas, porém com localização, espessura e condutas distintas.

As Varizes são as veias doentes, dilatadas, retorcidas e que perdem a sua função. Elas normalmente ficam altas, grossas e em evidência nas pernas. Estão localizadas no subcutâneo e podem ter comunicação com os Vasinhos (telangiectasias).

Já os Vasinhos são pequenos vasos dilatados, que ficam abaixo da pele. Eles têm a cor arroxeada e são visíveis a olho nu. Eles se alastram na pele e se assemelham a teias de aranha (aranhas vasculares).

 

2 – As Varizes e os Vasinhos são causados por salto alto ou por atividades físicas?

 

Não.  Não existe nenhuma comprovação científica que relaciona o uso de salto alto ou a realização de atividades físicas com o aparecimento de Vasinhos ou Varizes. Pelo contrário, atividade física ajuda na saúde das pernas, devido ao fortalecimento da musculatura da panturrilha.  Em relação ao salto, indicamos saltos com base larga, de altura de dois a três centímetros.

 

Sobre as causas,  estudos científicos mostram que a origem das Varizes e dos Vasinhos está associada à uma pré-disposição familiar, ou seja, trata-se de questão hereditária. Além disso, existem algumas questões que atuam como fatores potencializadores para as doenças, entre eles o sedentarismo (falta de atividade física), obesidade, tabagismo, hábitos e posturas que prejudicam a circulação e o gênero – mulheres têm mais predisposição, principalmente por causa de hormônios, uso de anticoncepcionais e gravidez.

 

3- O tratamento de Varizes e Vasinhos é considerado como estética? Pode ser feito em uma clínica estética?

 

Embora seja muito procurado por uma questão estética, o tratamento de Varizes e Vasinhos deve ser considerado como tratamento de saúde. Afinal, estamos falando de duas doenças vasculares que, além do desconforto para os pacientes, podem trazer várias complicações de saúde.

 

Dessa forma, é essencial que o tratamento seja conduzido por um médico especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, que é capacitado a realizar as avaliações, exames complementares e a indicação do tratamento mais adequado para cada perfil de paciente – considerando o histórico familiar, histórico de saúde, gravidade do caso e possíveis complicações.

 

4 – Os tratamentos existentes hoje para Varizes e Vasinhos são realmente eficazes?

 

Sim. Atualmente existem diversos tratamentos possíveis tanto para Varizes quanto vasinhos, utilizando equipamentos e procedimentos de alta qualidade, que apresentam mais conforto para os pacientes e ótimos resultados.

Entre os tratamentos mais comuns para Vasinhos estão a Aplicação (escleroterapia), o Laser Transdérmico e o tratamento combinado das duas técnicas, associando o laser com a escleroterapia. Para Varizes temos as cirurgias convencionais, muito utilizado e de ótimos resultados,  a Aplicação com Espuma (Escleroterapia com Espuma), o ClaCs – associação do uso do laser e da aplicação; e o Laser Endovenoso e a radiofrequência para o tratamento da veia safena.

A indicação do melhor e mais adequado tratamento deverá ser feito pelo médico, especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, de acordo com a necessidade do paciente.

Para a eficácia e segurança é essencial que o tratamento seja feito por esse médico especialista.

 

5- É possível diagnosticar as Varizes e Vasinhos em uma consulta simples? Quando devo procurar o médico?

 

Sim. Durante uma avaliação clínica o médico, especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, poderá realizar o diagnóstico. Além disso, caso seja necessário realizar um exame complementar simples, como um ultrassom Doppler, por exemplo, isso pode ser feito no próprio consultório.

É importante lembrar que quanto antes for feito o diagnóstico de Varizes e/ou Vasinhos, mais tranquilo será o tratamento, pois assim é possível evitar outras complicações de saúde, afinal estamos falando de problemas de circulação que podem acarretar em outras doenças vasculares mais sérias.

Caso você tenha algum histórico familiar de Varizes e Vasinhos, ou tenha sentido algum desconforto – inchaço, dores nas pernas, queimação; sugiro que procure o médico, especializado em Angiologia e Cirurgia Vascular, para realizar uma Primeira Consulta.

Recomendo também que realize, pelo menos uma vez ao ano, um Check-Up Vascular.

Vale lembrar que a prevenção é sempre o melhor tratamento.

 

Por Dr. Gustavo Franklin – Cirurgia Vascular e Angiologia / Comunicação

Prevenção da Erisipela

Medidas de prevenção da Erisipela

Manter os pés secos e limpos, sem micoses ou rachaduras são medidas essenciais para a prevenção. Talcos antissépticos para uso nos calçados também são recomendáveis.É fundamental que o paciente que teve erisipela ou apresente linfedema se proteja contra novos surtos. A cada novo episódio aumenta o risco de ocorrência de linfedema pós-inflamatório. Higiene rigorosa dos pés e mãos, evitar traumatismos e cortes; evitar a ocorrência de edema, mantendo os pés da cama elevados, evitar a permanência prolongada em pé, são cuidados importantes para a prevenção da doença.Curada a erisipela o uso da meia elástica é altamente recomendável, pois em grande parte dos casos se instala o linfedema como sequela.

Conheça os fatores de risco da arteriosclerose e previna-se!

Conheça os fatores de risco da arteriosclerose e previna-se!

A arteriosclerose é a principal causa de morte no mundo ocidental. É caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa de cerca de 75% do calibre de uma artéria para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).

Estudos epidemiológicos mostraram que a arteriosclerose incide com maior freqüência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas “fatores de risco“. Conheça.

Idade: predominante na faixa de 50 a 70 anos.

Sexo: predominante no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas”desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa esta proteção desaparece.

Hiperlipidemia: indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.

Tabagismo: os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.

Hipertensão: a hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.

Sedentarismo: a atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação.

História familiar: assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo ser negligenciado. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

O angiologista e/ou cirurgião vascular é o médico indicado para avaliar e tratar a arteriosclerose. Melhor que tratar é evitar o aparecimento da doença. Isso pode ser alcançado com uma dieta alimentar equilibrada, não fumando e praticando regularmente exercícios físicos.

Como evitar a sensação de pernas cansadas

Como evitar a sensação de pernas cansadas

A sensação de pernas cansadas é muito comum, nos finais de dia dos portugueses, especialmente das portuguesas. Ainda que a sensação de pernas cansadas possa ser sintoma de um problema de saúde mais grave, a doença venosa crônica, há muito que pode fazer para prevenir e aliviar esta sensação de pernas cansadas.

Bastam mudanças subtis nos seus comportamentos e rotinas diários, para conseguir experienciar algum alívio da sensação de pernas cansadas. Todas estas mudanças comportamentais visam melhorar a circulação sanguínea nos membros inferiores, na medida em que, muitas vezes, estas queixas são provocadas por anomalias na circulação sanguínea de retorno: a circulação que traz o sangue venoso, com impurezas e dióxido de carbono, de volta ao coração.

O que está ao seu alcance

A sensação de pernas cansadas ou pesadas, pode ser provocada por um conjunto de fatores relacionados com o seu estilo de vida, e muitos dos fatores explicam o porquê de serem as mulheres quem mais sofre com este problema.

No lote de comportamentos que podem estar na origem deste problema ou do seu agravamento, encontram-se comportamentos como:

. Utilizar sapatos com salto demasiado alto;
. Utilizar calças demasiado justas e de materiais não respiráveis;
. Passar demasiado tempo na mesma posição (independentemente de ser em pé ou sentado);
. Tomar banho com água excessivamente quente;
. Ingestão abusiva de bebidas alcoólicas;
. Tabagismo;
. Falta de exercício físico.

Para evitar a sensação de pernas cansadas, deve começar por evitar qualquer um dos comportamentos ou hábitos, acima descritos. No entanto, existe um conjunto de outros hábitos que pode desenvolver, que lhe permitirão chegar ao final do dia, sem sentir as suas pernas cansadas e pesadas, recuperando assim a sensação de bem-estar e de qualidade de vida perdidos.

Um dos hábitos mais simples de desenvolver, na medida em que não implica qualquer mudança brusca no seu estilo de vida, é passar a dormir com as pernas ligeiramente elevadas. Basta colocar uma almofada por baixo das pernas no fundo da sua cama. No entanto, isto não basta!

É fundamental começar a praticar atividade física de forma regular (não é necessário que a intensidade dessa atividade seja elevada), a praticar uma alimentação saudável e a ingerir mais água.

A sensação de pernas cansadas deve ser encarada como um sinal de alerta!

A sensação de pernas cansadas é o primeiro sintoma e o mais comum de doença venosa crônica. Nestes casos, a par da sensação de pernas cansadas ou pesadas, surgem, muitas vezes, dor nos pés e nas pernas, inchaço (como resultado da retenção de líquidos), sensação de formigueiro e cãibras noturnas.

Além disso, o agravamento da sensação de pernas cansadas e da doença venosa, pode provocar o aparecimento de varizes e derrames que, num estado muito avançado do problema, podem originar diversas complicações (alterações da pele, que fica fragilizada e com cor acastanhada, úlceras de perna e tromboflebites).