AVC: o que é e como prevenir?

O que é o AVC?

Popularmente conhecido como Derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), pode ser entendido como um dano ao cérebro. Ele pode ser hemorrágico – quando há o rompimento de um vaso e ocorre o sangramento no cérebro, um exemplo muito comum é o aneurisma de vasos cerebrais; ou Vascular Isquêmico – quando é provocado pela interrupção de sangue e oxigênio.

Entre as causas do AVC Isquêmico está a Doença Arterial Obstrutiva, que causa a obstrução da artéria que leva sangue e oxigênio para o cérebro. Essa obstrução se dá pelas placas de ateroma – acúmulo de gorduras, colesterol, cálcio e outras substâncias na artéria.

O AVC é tido como uma doença silenciosa e está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

 

Placa de ateroma, retirada durante cirurgia realizada por Dr. Gustavo, que poderia vir a provocar um AVC.

 

Entenda um pouco mais sobre o AVC.

 

 

 Quem pode ter AVC? Qual idade tem mais probabilidade de ter AVC?

 

Qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, pode ter um AVC.

No entanto, existem alguns fatores que influenciam ou potencializam a sua ocorrência:

Idade: são mais comuns em pessoas mais velhas, em virtude do endurecimento das artérias e do acúmulo de placas de ateroma.

Sexo: antes dos 75 anos o AVC é mais comum em homens, pois as mulheres têm uma certa proteção advinda dos hormônios. No entanto, tratamentos hormonais e anticoncepcionais podem interferir nisso.

Histórico familiar: pessoas que têm historio na família de doenças vasculares, cardíacas, diabetes e hipertensão.

Alimentação: quando é rica em gorduras, colesterol e sódio.

Vícios: alcoolismo, tabagismo e uso de outras drogas.

Sedentarismo e obesidade.

 

Como posso prevenir?

 

Evitar os fatores que influenciam ou potencializam as doenças vasculares é um importante passo para evitar o AVC.

Veja algumas dicas:

Cuidar da saúde: alimentação saudável, pratica de exercícios físicos e evitar vícios (alcoolismo, tabagismo outras drogas) também é uma forma de se prevenir.

Controle da pressão arterial:  controle rigoroso da pressão arterial é uma medida importante para prevenir o acúmulo de placas na artéria carótida.

Check anual: caso tenha alguma doença vascular, cardíaca, diabetes, hipertensão ou tenha algum desses históricos na família é essencial que faça anualmente um check up com o médico –  clínicos, cardiologistas, cirurgião vasculares e neurologistas.. Pelos exames clínicos e complementares é possível minimizar riscos.

Hábitos saudáveis são muito importantes e minimizam o risco de acidente vascular cerebral.

 

Dr. Gustavo Franklin

Você sabia que as Varizes e a Trombose Venosa podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica?

O que é Insuficiência Venosa Crônica e como isso pode interferir em minha vida?

 

As Varizes, que trazem tanto incômodo estético e desconforto para pacientes, também podem trazer mais complicações para a saúde. Isso porque elas podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que é uma condição clínica, que interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas.

Em uma explicação simplificada, o sistema venoso dos membros inferiores – que é composto por veias superficiais, profundas e comunicantes; é responsável pelo transporte do sangue para o coração, para que seja oxigenado, funcionando na  direção contrária à força da gravidade. Para isso, ele depende de vários mecânismos e um deles é a musculatura da panturrilha das pernas. A presença das válvulas nas veias, é importante para impedir o refluxo do sangue nas pernas, ou seja, impedir que o sangue volte para a direção dos pés.

Um problema no funcionamento das válvulas ou aumento de pressão nas veias pode provocar a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que faz com que o sangue não volte para o coração de forma adequada, estagnando na perna. A consequência disso é o aumento da pressão venosa nas pernas, ocasionando uma série de mudanças que vão gerar edema, alteração da cor da pele e até feridas, conhecidas como úlcera venosa. Esta condição clínica vai trazer, no longo prazo, uma diminuição da qualidade de vida das pessoas.

 

Causas da Insuficiência Venosa Crônica

A Insuficiência Venosa Crônica é motivada por problemas no funcionamento das válvulas, por obstrução e aumento na pressão nas veias, que são causados, normalmente, por varizes e pela Trombose Venosa Profunda.

Muito comuns na população, as varizes são veias anormais que ficam dilatadas e retorcidas, perdendo sua função. Estudos apontam que origem das varizes está associada à questão genética, mas existem alguns fatores que podem potencializar a ocorrência da doença: obesidade, sedentarismo, gravidez, uso de anticoncepcional e questões hormonais.

Já a Trombose Venosa Profunda ocorre quando o sangue coagula de forma anormal no interior das veias profundas dos membros inferiores, formando trombos que dificultam o retorno do sangue, temporariamente ou de forma permanente.

A Trombose Venosa Profunda está associada à diminuição do fluxo sanguíneo, inflamação ou irritação na veia e alteração na coagulação. Isso pode ocorrer pelos seguintes motivos: idade avançada, hormonal (anticoncepcional, tratamento de reposição, entre outros), obesidade, tabagismo, traumas, tumores malignos, insuficiência renal, pós-cirurgias, anormalidades genéticas, situações em que a circulação é prejudicada – viagens prolongadas, permanecer muito tempo sentado.

 

Sintomas da Insuficiência Venosa Crônica

 

Os sintomas variam de acordo com a evolução da doença e podem ser:

  • Dor e desconforto no local;
  • Edema (inchaço nas pernas);
  • Queimação e inchaço;
  • Alterações na pele – escurecimento, descamação e ressecamento;
  • Úlceras – feridas nas pernas de difícil cicatrização.

 

Tratamentos da Insuficiência Venosa Crônica

 

Antes de indicar o tratamento, o médico especialista em Cirurgia Vascular e
Angiologia realizará a avaliação clínica e os exames complementares – ultrassom Doppler, por exemplo.

Essas medidas são fundamentais para que o médico possa verificar o histórico familiar e de saúde do paciente, sua condição clínica, o tipo de veia e a sua localização. Assim, poderá indicar qual o tratamento será mais assertivo de acordo com a necessidade de cada paciente. Entre as opções disponíveis atualmente estão:

  • Prevenção com uso de meias elásticas e atividades físicas orientadas. Hábitos saudáveis e avaliações periódicas com especialista para intervir, quando necessário.
  • Cirurgia de Varizes, em casos de necessidade, melhorando o quadro de refluxo e consequentemente, melhorando a qualidade de vida das pessoas.
  • Aplicação / Escleroterapia, quando necessário de veias dilatadas
  • Profilaxia de trombose venosa profunda, em casos especiais, e acompanhamento de pacientes que já tiveram ou encontram-se com Trombose em atividade.

 

Cuidando da saúde e melhorando a qualidade de vida!

Gustavo Costa Franklin Dos Reis

 

 

5 Mitos sobre Varizes e Vasinhos

Populares, principalmente entre as mulheres, as Varizes e os Vasinhos trazem muito incômodo estético e também desconforto. Afinal, muito além da aparência desagradável, as Varizes e os Vasinhos são doenças vasculares que representam problemas na circulação e podem causar dor, queimação, inchaço e peso nas pernas. Isso sem falar nas complicações de saúde que podem provocar, caso não sejam tratadas de forma adequada, tais como úlceras (feridas de difícil cicatrização), tromboses, embolia pulmonar, entre outros.

Existem muitos mitos sobre as causas, sintomas, diagnósticos e tratamentos de Varizes e de Vasinhos. Ter a informação correta é o primeiro passo para a prevenção e para o tratamento assertivo.  Por isso, quero esclarecer algumas das principais dúvidas que recebo de pacientes em meu consultório diariamente, sobre o assunto. Confira:

 

1- Varizes e Vasinhos são a mesma coisa?

 

Não. Embora ambas tenham origem hereditária e representem problemas de circulação no sangue, as Varizes e Vasinhos são doenças venosas, porém com localização, espessura e condutas distintas.

As Varizes são as veias doentes, dilatadas, retorcidas e que perdem a sua função. Elas normalmente ficam altas, grossas e em evidência nas pernas. Estão localizadas no subcutâneo e podem ter comunicação com os Vasinhos (telangiectasias).

Já os Vasinhos são pequenos vasos dilatados, que ficam abaixo da pele. Eles têm a cor arroxeada e são visíveis a olho nu. Eles se alastram na pele e se assemelham a teias de aranha (aranhas vasculares).

 

2 – As Varizes e os Vasinhos são causados por salto alto ou por atividades físicas?

 

Não.  Não existe nenhuma comprovação científica que relaciona o uso de salto alto ou a realização de atividades físicas com o aparecimento de Vasinhos ou Varizes. Pelo contrário, atividade física ajuda na saúde das pernas, devido ao fortalecimento da musculatura da panturrilha.  Em relação ao salto, indicamos saltos com base larga, de altura de dois a três centímetros.

 

Sobre as causas,  estudos científicos mostram que a origem das Varizes e dos Vasinhos está associada à uma pré-disposição familiar, ou seja, trata-se de questão hereditária. Além disso, existem algumas questões que atuam como fatores potencializadores para as doenças, entre eles o sedentarismo (falta de atividade física), obesidade, tabagismo, hábitos e posturas que prejudicam a circulação e o gênero – mulheres têm mais predisposição, principalmente por causa de hormônios, uso de anticoncepcionais e gravidez.

 

3- O tratamento de Varizes e Vasinhos é considerado como estética? Pode ser feito em uma clínica estética?

 

Embora seja muito procurado por uma questão estética, o tratamento de Varizes e Vasinhos deve ser considerado como tratamento de saúde. Afinal, estamos falando de duas doenças vasculares que, além do desconforto para os pacientes, podem trazer várias complicações de saúde.

 

Dessa forma, é essencial que o tratamento seja conduzido por um médico especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, que é capacitado a realizar as avaliações, exames complementares e a indicação do tratamento mais adequado para cada perfil de paciente – considerando o histórico familiar, histórico de saúde, gravidade do caso e possíveis complicações.

 

4 – Os tratamentos existentes hoje para Varizes e Vasinhos são realmente eficazes?

 

Sim. Atualmente existem diversos tratamentos possíveis tanto para Varizes quanto vasinhos, utilizando equipamentos e procedimentos de alta qualidade, que apresentam mais conforto para os pacientes e ótimos resultados.

Entre os tratamentos mais comuns para Vasinhos estão a Aplicação (escleroterapia), o Laser Transdérmico e o tratamento combinado das duas técnicas, associando o laser com a escleroterapia. Para Varizes temos as cirurgias convencionais, muito utilizado e de ótimos resultados,  a Aplicação com Espuma (Escleroterapia com Espuma), o ClaCs – associação do uso do laser e da aplicação; e o Laser Endovenoso e a radiofrequência para o tratamento da veia safena.

A indicação do melhor e mais adequado tratamento deverá ser feito pelo médico, especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, de acordo com a necessidade do paciente.

Para a eficácia e segurança é essencial que o tratamento seja feito por esse médico especialista.

 

5- É possível diagnosticar as Varizes e Vasinhos em uma consulta simples? Quando devo procurar o médico?

 

Sim. Durante uma avaliação clínica o médico, especialista em Cirurgia Vascular e Angiologia, poderá realizar o diagnóstico. Além disso, caso seja necessário realizar um exame complementar simples, como um ultrassom Doppler, por exemplo, isso pode ser feito no próprio consultório.

É importante lembrar que quanto antes for feito o diagnóstico de Varizes e/ou Vasinhos, mais tranquilo será o tratamento, pois assim é possível evitar outras complicações de saúde, afinal estamos falando de problemas de circulação que podem acarretar em outras doenças vasculares mais sérias.

Caso você tenha algum histórico familiar de Varizes e Vasinhos, ou tenha sentido algum desconforto – inchaço, dores nas pernas, queimação; sugiro que procure o médico, especializado em Angiologia e Cirurgia Vascular, para realizar uma Primeira Consulta.

Recomendo também que realize, pelo menos uma vez ao ano, um Check-Up Vascular.

Vale lembrar que a prevenção é sempre o melhor tratamento.

 

Por Dr. Gustavo Franklin – Cirurgia Vascular e Angiologia / Comunicação