Conheça os benefícios das polainas e meias de compressão para os exercícios físicos

A minha amiga e paciente Natalia Vasconcelos @natyvasconcelos e outras pessoas sempre me perguntam: as polainas e meias de compressão esportivas realmente ajudam? Sim! Veja os benefícios:

· Mantém a musculatura aquecida;

· Sustenta e alinha a musculatura diminuindo a vibração;

· Melhora o retorno venoso;

· Diminui a sensação das pernas cansadas, câimbras e dores na panturrilha;

· Reduz o risco de lesões;

· Aumenta a performance;

· Contribui para a recuperação mais rápida pós atividade física.

O uso das meias de compressão também tem seus efeitos negativos. A musculatura pode se acostumar com elas e, consequentemente, perder a capacidade de se adaptar as mudanças de terreno, tornando-a mais vulnerável às lesões. Portanto, recomendo realizar exercícios com e sem elas. Dê preferência para usá-las em dias mais frios, quando você sente que seu corpo está um pouco mais cansado ou quando for realizar um exercício exaustivo como as maratonas.

É importante tirar medidas adequadas para que a meia tenha um ajuste perfeito na sua perna. Uma meia compressiva colocada de forma errada ou do tamanho inadequado pode piorar a circulação. Sendo assim, consulte sempre seu angiologista e cirurgião vascular antes de comprar sua polaina ou meia de compressão esportiva.

PRIMAVERA É A MELHOR ÉPOCA PARA TRATAMENTO DE VARIZES

A maioria das pessoas só se lembra das varizes e vasinhos no verão quando estão vestindo shorts, saias e bermudas. Nesta hora, surge o arrependimento de não ter tratado as veias antes. A melhor época para cuidar das varizes é no pré-verão. Durante os meses de maio a outubro, as temperaturas estão mais amenas e as pernas podem ficar escondidas e protegidas do sol enquanto se faz o tratamento.

Porque não podemos expor nossa pele ao sol enquanto estamos tratando as varizes? Para as teleangectasias (vasinhos), que são aquelas veias finas e arroxeadas nas pernas, o melhor tratamento é a escleroterapia. Neste tratamento, aplicações de medicamentos fazem os vasinhos desaparecerem. Após as aplicações, é necessário evitar a exposição ao sol, para prevenir o aparecimento de manchas. Evitar o sol durante as baixas temperaturas é muito mais fácil.

Para as varizes maiores, que necessitam de procedimentos cirúrgicos para serem removidas, evitar o sol é fundamental para não se ter manchas e cicatrizes aparentes. Além disso, é preciso usar a meia de compressão elástica para acelerar a recuperação. Usá-la em dias mais frios é muito mais confortável.

Por todos esses motivos procure o seu angiologista o quanto antes para ficar com as pernas prontas para o verão. Não se trata apenas de um cuidado estético, o tratamento das varizes proporciona melhora da saúde, bem-estar e qualidade de vida.

NOVAS TECNOLOGIAS AUXILIAM A SAÚDE VASCULAR

Uma série de condutas antes invasivas e dolorosas agora dão lugar a procedimentos menos traumáticos, com resultados seguros e eficientes.

Na Angiologia, a tecnologia é uma aliada. Com o objetivo de evitar as cirurgias venosas, outros métodos foram desenvolvidos pelos profissionais da saúde, aumentando o bem-estar dos pacientes.

Além disso, equipamentos modernos são usados no consultório para auxiliar o médico angiologista a realizar um diagnóstico com qualidade e assim indicar o melhor tratamento. Conheça alguns avanços da medicina vascular:

»REALIDADE AUMENTADA

Oferece uma nova dimensão ao que o olho humano enxerga. O equipamento projeta sobre a pele, em tempo real, os vasos que não estão visíveis a olho nu.

No consultório usamos a Realidade Aumentada em todos os procedimentos para tratamentos de varizes. Isso permite oferecer aos nossos pacientes tratamentos mais rápidos e eficientes.

»ANESTESIA SOB RESFRIAMENTO

Promove anestesia sem uso de agulhas ou substâncias químicas. Esta tecnologia exclusiva, presente no nosso consultório, permite tratamentos com o mínimo de desconforto.

»ULTRASSON

É um procedimento indolor que utiliza as imagens obtidas por ultrassonografia para mapear as veias e o seus fluxos.

Caso necessário, realizamos este exame já na primeira consulta. Com ele é possível fazer um diagnóstico precoce, evitando o avanço e as complicações das doenças vasculares.

»TRATAMENTO COM ESPUMA

A aplicação com espuma é uma forma menos invasiva de tratamento capaz de “secar” os vasos doentes.

Este procedimento permite o tratamento de varizes mais calibrosas, sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica, podendo ser feita na própria clínica ou consultório.

»LASER

É considerado um tratamento menos invasivo e mais efetivo. O laser emite uma energia captada pela hemoglobina, ocorrendo um tratamento localizado no vaso, evitando lesões da pele

AVC: o que é e como prevenir?

O que é o AVC?

Popularmente conhecido como Derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), pode ser entendido como um dano ao cérebro. Ele pode ser hemorrágico – quando há o rompimento de um vaso e ocorre o sangramento no cérebro, um exemplo muito comum é o aneurisma de vasos cerebrais; ou Vascular Isquêmico – quando é provocado pela interrupção de sangue e oxigênio.

Entre as causas do AVC Isquêmico está a Doença Arterial Obstrutiva, que causa a obstrução da artéria que leva sangue e oxigênio para o cérebro. Essa obstrução se dá pelas placas de ateroma – acúmulo de gorduras, colesterol, cálcio e outras substâncias na artéria.

O AVC é tido como uma doença silenciosa e está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

 

Placa de ateroma, retirada durante cirurgia realizada por Dr. Gustavo, que poderia vir a provocar um AVC.

 

Entenda um pouco mais sobre o AVC.

 

 

 Quem pode ter AVC? Qual idade tem mais probabilidade de ter AVC?

 

Qualquer pessoa, independente da idade ou sexo, pode ter um AVC.

No entanto, existem alguns fatores que influenciam ou potencializam a sua ocorrência:

Idade: são mais comuns em pessoas mais velhas, em virtude do endurecimento das artérias e do acúmulo de placas de ateroma.

Sexo: antes dos 75 anos o AVC é mais comum em homens, pois as mulheres têm uma certa proteção advinda dos hormônios. No entanto, tratamentos hormonais e anticoncepcionais podem interferir nisso.

Histórico familiar: pessoas que têm historio na família de doenças vasculares, cardíacas, diabetes e hipertensão.

Alimentação: quando é rica em gorduras, colesterol e sódio.

Vícios: alcoolismo, tabagismo e uso de outras drogas.

Sedentarismo e obesidade.

 

Como posso prevenir?

 

Evitar os fatores que influenciam ou potencializam as doenças vasculares é um importante passo para evitar o AVC.

Veja algumas dicas:

Cuidar da saúde: alimentação saudável, pratica de exercícios físicos e evitar vícios (alcoolismo, tabagismo outras drogas) também é uma forma de se prevenir.

Controle da pressão arterial:  controle rigoroso da pressão arterial é uma medida importante para prevenir o acúmulo de placas na artéria carótida.

Check anual: caso tenha alguma doença vascular, cardíaca, diabetes, hipertensão ou tenha algum desses históricos na família é essencial que faça anualmente um check up com o médico –  clínicos, cardiologistas, cirurgião vasculares e neurologistas.. Pelos exames clínicos e complementares é possível minimizar riscos.

Hábitos saudáveis são muito importantes e minimizam o risco de acidente vascular cerebral.

 

Dr. Gustavo Franklin

Você sabia que as Varizes e a Trombose Venosa podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica?

O que é Insuficiência Venosa Crônica e como isso pode interferir em minha vida?

 

As Varizes, que trazem tanto incômodo estético e desconforto para pacientes, também podem trazer mais complicações para a saúde. Isso porque elas podem evoluir para a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que é uma condição clínica, que interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas.

Em uma explicação simplificada, o sistema venoso dos membros inferiores – que é composto por veias superficiais, profundas e comunicantes; é responsável pelo transporte do sangue para o coração, para que seja oxigenado, funcionando na  direção contrária à força da gravidade. Para isso, ele depende de vários mecânismos e um deles é a musculatura da panturrilha das pernas. A presença das válvulas nas veias, é importante para impedir o refluxo do sangue nas pernas, ou seja, impedir que o sangue volte para a direção dos pés.

Um problema no funcionamento das válvulas ou aumento de pressão nas veias pode provocar a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que faz com que o sangue não volte para o coração de forma adequada, estagnando na perna. A consequência disso é o aumento da pressão venosa nas pernas, ocasionando uma série de mudanças que vão gerar edema, alteração da cor da pele e até feridas, conhecidas como úlcera venosa. Esta condição clínica vai trazer, no longo prazo, uma diminuição da qualidade de vida das pessoas.

 

Causas da Insuficiência Venosa Crônica

A Insuficiência Venosa Crônica é motivada por problemas no funcionamento das válvulas, por obstrução e aumento na pressão nas veias, que são causados, normalmente, por varizes e pela Trombose Venosa Profunda.

Muito comuns na população, as varizes são veias anormais que ficam dilatadas e retorcidas, perdendo sua função. Estudos apontam que origem das varizes está associada à questão genética, mas existem alguns fatores que podem potencializar a ocorrência da doença: obesidade, sedentarismo, gravidez, uso de anticoncepcional e questões hormonais.

Já a Trombose Venosa Profunda ocorre quando o sangue coagula de forma anormal no interior das veias profundas dos membros inferiores, formando trombos que dificultam o retorno do sangue, temporariamente ou de forma permanente.

A Trombose Venosa Profunda está associada à diminuição do fluxo sanguíneo, inflamação ou irritação na veia e alteração na coagulação. Isso pode ocorrer pelos seguintes motivos: idade avançada, hormonal (anticoncepcional, tratamento de reposição, entre outros), obesidade, tabagismo, traumas, tumores malignos, insuficiência renal, pós-cirurgias, anormalidades genéticas, situações em que a circulação é prejudicada – viagens prolongadas, permanecer muito tempo sentado.

 

Sintomas da Insuficiência Venosa Crônica

 

Os sintomas variam de acordo com a evolução da doença e podem ser:

  • Dor e desconforto no local;
  • Edema (inchaço nas pernas);
  • Queimação e inchaço;
  • Alterações na pele – escurecimento, descamação e ressecamento;
  • Úlceras – feridas nas pernas de difícil cicatrização.

 

Tratamentos da Insuficiência Venosa Crônica

 

Antes de indicar o tratamento, o médico especialista em Cirurgia Vascular e
Angiologia realizará a avaliação clínica e os exames complementares – ultrassom Doppler, por exemplo.

Essas medidas são fundamentais para que o médico possa verificar o histórico familiar e de saúde do paciente, sua condição clínica, o tipo de veia e a sua localização. Assim, poderá indicar qual o tratamento será mais assertivo de acordo com a necessidade de cada paciente. Entre as opções disponíveis atualmente estão:

  • Prevenção com uso de meias elásticas e atividades físicas orientadas. Hábitos saudáveis e avaliações periódicas com especialista para intervir, quando necessário.
  • Cirurgia de Varizes, em casos de necessidade, melhorando o quadro de refluxo e consequentemente, melhorando a qualidade de vida das pessoas.
  • Aplicação / Escleroterapia, quando necessário de veias dilatadas
  • Profilaxia de trombose venosa profunda, em casos especiais, e acompanhamento de pacientes que já tiveram ou encontram-se com Trombose em atividade.

 

Cuidando da saúde e melhorando a qualidade de vida!

Gustavo Costa Franklin Dos Reis

 

 

Prevenção da Erisipela

Medidas de prevenção da Erisipela

Manter os pés secos e limpos, sem micoses ou rachaduras são medidas essenciais para a prevenção. Talcos antissépticos para uso nos calçados também são recomendáveis.É fundamental que o paciente que teve erisipela ou apresente linfedema se proteja contra novos surtos. A cada novo episódio aumenta o risco de ocorrência de linfedema pós-inflamatório. Higiene rigorosa dos pés e mãos, evitar traumatismos e cortes; evitar a ocorrência de edema, mantendo os pés da cama elevados, evitar a permanência prolongada em pé, são cuidados importantes para a prevenção da doença.Curada a erisipela o uso da meia elástica é altamente recomendável, pois em grande parte dos casos se instala o linfedema como sequela.

Conheça os fatores de risco da arteriosclerose e previna-se!

Conheça os fatores de risco da arteriosclerose e previna-se!

A arteriosclerose é a principal causa de morte no mundo ocidental. É caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa de cerca de 75% do calibre de uma artéria para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).

Estudos epidemiológicos mostraram que a arteriosclerose incide com maior freqüência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas “fatores de risco“. Conheça.

Idade: predominante na faixa de 50 a 70 anos.

Sexo: predominante no sexo masculino, pois as mulheres são “protegidas”desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa esta proteção desaparece.

Hiperlipidemia: indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.

Tabagismo: os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.

Hipertensão: a hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.

Sedentarismo: a atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece a circulação.

História familiar: assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo ser negligenciado. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

O angiologista e/ou cirurgião vascular é o médico indicado para avaliar e tratar a arteriosclerose. Melhor que tratar é evitar o aparecimento da doença. Isso pode ser alcançado com uma dieta alimentar equilibrada, não fumando e praticando regularmente exercícios físicos.

Como evitar a sensação de pernas cansadas

Como evitar a sensação de pernas cansadas

A sensação de pernas cansadas é muito comum, nos finais de dia dos portugueses, especialmente das portuguesas. Ainda que a sensação de pernas cansadas possa ser sintoma de um problema de saúde mais grave, a doença venosa crônica, há muito que pode fazer para prevenir e aliviar esta sensação de pernas cansadas.

Bastam mudanças subtis nos seus comportamentos e rotinas diários, para conseguir experienciar algum alívio da sensação de pernas cansadas. Todas estas mudanças comportamentais visam melhorar a circulação sanguínea nos membros inferiores, na medida em que, muitas vezes, estas queixas são provocadas por anomalias na circulação sanguínea de retorno: a circulação que traz o sangue venoso, com impurezas e dióxido de carbono, de volta ao coração.

O que está ao seu alcance

A sensação de pernas cansadas ou pesadas, pode ser provocada por um conjunto de fatores relacionados com o seu estilo de vida, e muitos dos fatores explicam o porquê de serem as mulheres quem mais sofre com este problema.

No lote de comportamentos que podem estar na origem deste problema ou do seu agravamento, encontram-se comportamentos como:

. Utilizar sapatos com salto demasiado alto;
. Utilizar calças demasiado justas e de materiais não respiráveis;
. Passar demasiado tempo na mesma posição (independentemente de ser em pé ou sentado);
. Tomar banho com água excessivamente quente;
. Ingestão abusiva de bebidas alcoólicas;
. Tabagismo;
. Falta de exercício físico.

Para evitar a sensação de pernas cansadas, deve começar por evitar qualquer um dos comportamentos ou hábitos, acima descritos. No entanto, existe um conjunto de outros hábitos que pode desenvolver, que lhe permitirão chegar ao final do dia, sem sentir as suas pernas cansadas e pesadas, recuperando assim a sensação de bem-estar e de qualidade de vida perdidos.

Um dos hábitos mais simples de desenvolver, na medida em que não implica qualquer mudança brusca no seu estilo de vida, é passar a dormir com as pernas ligeiramente elevadas. Basta colocar uma almofada por baixo das pernas no fundo da sua cama. No entanto, isto não basta!

É fundamental começar a praticar atividade física de forma regular (não é necessário que a intensidade dessa atividade seja elevada), a praticar uma alimentação saudável e a ingerir mais água.

A sensação de pernas cansadas deve ser encarada como um sinal de alerta!

A sensação de pernas cansadas é o primeiro sintoma e o mais comum de doença venosa crônica. Nestes casos, a par da sensação de pernas cansadas ou pesadas, surgem, muitas vezes, dor nos pés e nas pernas, inchaço (como resultado da retenção de líquidos), sensação de formigueiro e cãibras noturnas.

Além disso, o agravamento da sensação de pernas cansadas e da doença venosa, pode provocar o aparecimento de varizes e derrames que, num estado muito avançado do problema, podem originar diversas complicações (alterações da pele, que fica fragilizada e com cor acastanhada, úlceras de perna e tromboflebites).