Pé Diabético

Pé Diabético é uma complicação aguda ou crônica – como feridas (úlceras), infecções e lesões; que ocorre nos pés de pessoas diabéticas, com hiperglicemia.

O Pé Diabático está associado a anormalidades neurológicas e vários graus de doenças vasculares que, se não tratadas corretamente e no prazo adequado, podem levar à amputação de dedos, do pé e, até mesmo, da perna.

Para entender o que é um Pé Diabético é importante conhecer um pouco mais sobre a Diabetes Mellitus, uma doença crônica que está associada à produção insuficiente ou utilização inadequada pelo organismo da insulina, que é o hormônio regulador da glicemia – taxas de açúcar no sangue.

Assim, a hiperglicemia é o efeito do diabetes não controlado, ou seja, o aumento da taxa de açúcar no sangue. Com o passar do tempo, a hiperglicemia pode causar inúmeras alterações dermatológicas, ortopédicas, vasculares e neurológicas, tais como: calos, rachaduras, deformidades ósseas, infecções, feridas de difícil cicatrização e gangrena- morte do tecido causada por falta de fluxo sanguineo ou por infecção.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, pesquisas indicam que a maior parte de diabéticos de longa data e com deformidades ou feridas nos pés apresentam má circulação arterial nas pernas, fazendo com que o sangue, rico em oxigênio e nutrientes, alcance os pés em menor quantidade. Assim, o Pé Diabético, com feridas e má circulação, poderá evoluir para casos mais graves como gangrena e amputação.

Por isso, é importante ficar atento aos principais sintomas do Pé Diabético, que são neurológicos e circulatórios, tais como: formigamentos, câimbras, diminuição da sensibilidade no membro, diminuição da pulsação arterial e da temperatura dos pés, palidez no local e feridas de difícil cicatrização.

Ainda segundo a SBACV, um agravante é que a maioria dos pacientes desconhece que possui Diabetes ou não faz o tratamento adequado, por isso, boa parte dos casos que chega à emergência médica já está com a lesão muito avançada e com infecção que chega até o osso, resultando na amputação de dedos, do pé ou, até mesmo, da perna.

Para que isso não ocorra, é importante que as pessoas com histórico familiar façam exames para saber se têm diabetes. Caso seja comprovada a doença, é fundamental fazer um acompanhamento adequado com o médico e um controle rígido da alimentação. Ao menor sinal de alguma complicação, lesão ou ferida nos pés, o paciente deverá ser encaminhado para um médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

Os tratamentos do Pé Diabético incluem a avaliação inicial, exames complementares –  ultrassonografia (Doppler), e procedimentos para melhorar a circulação arterial e tratar as lesões, de acordo com cada caso. Entre as opções de procedimentos estão: angioplastia (dilatação arterial), Stent (implante de estrutura na artéria), ponte ou derivação cirúrgica.

O acompanhamento e o tratamento de pacientes com o Pé Diabético deve ser feito de forma multidisciplinar, envolvendo Endocrinologistas, Fisioterapeutas e o médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular. A intervenção adequada e no momento correto poderá minimizar a ocorrência a ocorrência de amputações, melhorando a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes.

Tratamento

O melhor tratamento para o Pé Diabético é, com toda certeza, a prevenção.

Fazer o acompanhamento adequado para Diabetes e periodicamente fazer a verificação dos pés são medidas importantes que pacientes diabéticos devem tomar.

Por isso, é muito importante que os pacientes com Diabetes tenham o hábito de:

  • Manter a higiene dos pés – secar bem e cortar as unhas, sem tirar as cutículas;
  • Evitar excesso de calor e frio;
  • Verificar calçados antes de usá-los – evitando elementos cortantes, pontiagudos, entre outros;
  • Usar calçados confortáveis e adequados para não traumatizar ou deformar os pés;
  • Não usar remédios ou produtos químicos nos pés sem a autorização do médico;
  • Não usar nada que possa apertar ou machucar os pés;
  • Diariamente avaliar os pés, verificar se possui calos, rachaduras, feridas, micoses, bolhas ou infecções, inclusive entre os dedos.

Assim, caso identifiquem qualquer problema, principalmente relacionado às feridas, lesões e problemas com circulação, os pacientes diabéticos devem ser encaminhados para avaliação de um médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

O primeiro passo do tratamento é analisar a situação do paciente, através de avaliação clínica e, se necessário, com exames complementares, como o de ultrassonografia (Doppler) por exemplo.

De acordo com a classificação do problema, principalmente no que se refere à má circulação, será definido o tratamento e os procedimentos necessários. Entre as opções estão:

  • Uso de medicação associada a exercícios (caminhada) e controle de colesterol, triglicérides, glicemia, entre outros;
  • Uso de antibióticos, retirada do tecido atingido pela infecção e uso de curativos;
  • Angioplastia (dilatação arterial);
  • Stent (implante de estrutura na artéria);
  • Ponte ou Derivação cirúrgica;
  • Entre outros.

É importante lembrar que o acompanhamento e o tratamento de pacientes com o Pé Diabético é multidisciplinar, envolvendo Endocrinologistas, Fisioterapeutas e o médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

A intervenção correta e no momento adequado será essencial para evitar complicações da situação, que podem levar à amputação dos dedos, do pé ou da perna.

Por isso, é recomendável a realização periódica do Check-Up Vascular.

Sintomas

O Pé Diabético é ocasionado a partir da Diabetes e os seus principais sintomas estão associados aos problemas de circulação, entre eles:

  • Formigamentos;
  • Sensação de “agulhadas” no local;
  • Câimbras;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Diminuição da sensibilidade nos pés;
  • Diminuição da pulsação arterial;
  • Diminuição da temperatura dos pés;
  • Palidez no local;
  • Feridas de difícil cicatrização.

Os pacientes diabéticos devem manter o hábito de verificar os pés diariamente, ficando atentos a qualquer sinal de:

  • rachaduras;
  • calos;
  • feridas;
  • micoses (frieiras);
  • alterações de cor;
  • inchaços.

Caso identifique qualquer um dos sinais e sintomas, o paciente diabético deverá procurar um médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, que poderá realizar um diagnóstico mais preciso e indicar o tratamento mais adequado para a situação.

Principais causas

O Pé Diabético é derivado da Diabetes Mellitus, uma doença crônica que ocorre com pessoas que não conseguem produzir a quantidade suficiente de insulina ou que o organismo não consegue utilizá-la de forma adequada.

A insulina é o hormônio regulador de glicose, taxas de açúcar no sangue, a sua insuficiência causa a hiperglicemia que, ao longo do tempo, pode provocar:

  • alterações dermatológicas;
  • alterações ortopédicas;
  • problemas neurológicos;
  • problemas oftalmológicos.

Os problemas vasculares nesses pacientes ocorrem a partir do desenvolvimento da aterosclerose, que com o passar dos anos vai desenvolvendo placas de gordura na parede dos vasos, provocando obstruções que podem se agravar a ponto de surgirem feridas, gangrenas, com risco de amputações.

A maioria dos diabéticos apresentam problemas de circulação nas pernas, o que faz com que o sangue rico em oxigênio e nutrientes chegue aos pés em menor quantidade, o que facilita a ocorrência de feridas e, ao mesmo tempo, dificulta qualquer cicatrização. Entre os sinais que o diabético precisa ficar atento são:

  • rachaduras ou micoses nos pés;
  • deformidades na estrutura óssea dos pés;
  • diminuição da sensibilidade dos pés, estando mais expostas a lesões;
  • uso de sapatos não adequados.

Caso não seja devidamente diagnosticada e tratada no prazo adequado, a situação pode evoluir para lesões mais graves e infecções, resultando em gangrena e amputação dos dedos, pé ou perna.

Por isso, é fundamental que pacientes diabéticos sejam sempre vigilantes e quando detectarem qualquer alteração – como dor ao caminhar, feridas nos pés, alteração na temperatura dos membros; sejam encaminhados para um médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, que juntamente com equipe multidisciplinar realizará a avaliação, a indicação do tratamento mais adequado e o acompanhamento.