Úlcera Venosa

A úlcera venosa ocorre a partir de um aumento da pressão nos membros inferiores (pernas), provocado por varizes e doenças do refluxo nos vasos, ocasionando um transtorno na circulação que dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração.

Essa dificuldade provoca o aumento da pressão das veias, causando dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, manchas, coceira e feridas.

Existem outras úlceras de pernas além da úlcera venosa com diversas causas, entre elas: doenças infecciosas, anemia falciforme, doenças auto-imunes, tumores de pele e úlceras de diabéticos. Também podem potencializar o aparecimento da úlcera: os ferimentos infectados, a hipertensão arterial sem controle e a má irrigação da perna.

O diagnóstico pode ser feito através de exame clínico, preferencialmente realizado por um médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, associado aos exames complementares – ultrassom Doppler ou flebografia.

O tratamento dependerá da situação do paciente e será indicado pelo médico. Entre as opções disponíveis estão: repouso, medicamentos, curativos – associados à compressão (ataduras) e uso de meias elásticas, escleroterapia por espuma guiado por ultrassom e tratamento cirúrgico.

Tratamento

O diagnóstico da Úlcera Venosa é feito através de exame clínico, preferencialmente com médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, e exames complementares.

Assim que for confirmado o diagnóstico, o médico indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a situação do paciente. Entre as opções disponíveis, estão:

  • Repouso, associado, ou não, ao uso de medicamentos;
  • Curativos especiais com compressão – ataduras, bota de Unna, meias;
  • Enxertia cutânea (enxerto) para acelerar o período de cicatrização;
  • Reabilitação física, com exercícios para melhoria do retorno venoso e fortalecimento da musculatura;
  • Tratamento das varizes – cirurgia convencional, tratamento com escleroterapia com espuma – especialmente para pacientes que têm algum risco e não podem fazer a cirurgia convencional

Prevenir os fatores potencializadores é uma forma de ajudar a minimizar a ocorrência da Úlcera. Entre as dicas de prevenção estão:

  • Praticar exercícios físicos, especialmente caminhadas, natação, entre outros;
  • Exercícios para fortalecer a musculatura da perna;
  • Melhorar a alimentação;
  • Evitar ficar muito tempo em pé ou sentado;
  • Uso de meias elásticas;
  • Evitar sobre peso;
  • Realização de check-up.

Somente um médico, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado para cada situação.

Sintomas

Problemas de circulação que impedem o retorno adequado do sangue das pernas para o coração provocam o acúmulo desse sangue nos membros inferiores e aumentam a pressão nas veias.

É assim que surge a Úlcera Venosa, que entre outros sintomas provoca:

  • Dor principalmente na parte interna do tornozelo;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Sensação de cansaço;
  • Manchas – mancha escurecida com fundo avermelhado.
  • Coceira;
  • Ferida;
  • Dermatite ocre – pigmentação acastanhada que aparece na pele.

Caso identifique os sintomas é recomendável que procure um médico, preferencialmente um especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, para que seja feito o exame clínico e os exames complementares – ultrassom Doppler e/ou pletismografia e outros exames, quando necessário, para realização de um diagnóstico preciso.

Principais causas

A Úlcera Venosa ocorre a partir de problemas de circulação que impede o adequado retorno do sangue, provocando o acúmulo de sangue nos membros inferiores e o aumento da pressão na perna.

O aparecimento da Úlcera Venosa também pode ser potencializado por:

  • Ferimentos infectados;
  • Pressão alta (hipertensão) não cuidada;
  • Má irrigação da perna;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Entre outros.

Apesar de a Úlcera Venosa estar relacionada à vários fatores, prevenir aqueles que são potencializadores é uma forma de ajudar a minimizar a sua ocorrência.

É importante lembrar que o diagnóstico é feito através de avaliação clínica, preferencialmente com um médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, e da realização de exames complementares.