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Síndrome do viajante: você sabe o que é?

Férias de julho chegando e muitas pessoas já estão programando as viagens. É hora de redobrar os cuidados com a saúde e ficar atento, especialmente, à síndrome do viajante.

Mas, você sabe o que é isso? A síndrome de viajante ocorre com pessoas que podem ter problemas de circulação durante viagens, principalmente se elas forem muito longas.

Seja de carro, de avião, de ônibus ou de trem, quando uma pessoa fica por muitas horas sentada, na mesma posição, isso prejudica o retorno do sangue das pernas, comprometendo a circulação sanguínea.

A consequência disso pode ser a formação de trombos, causando a Trombose Venosa Profunda.

 

Causas da Síndrome do Viajante

 

Em viagens longas, de muitas horas, normalmente as pessoas ficam muito tempo sentadas, na mesma posição. A falta de movimentação acaba comprometendo a circulação, pois prejudica o retorno do sangue das pernas para o coração, fazendo com que tenha uma maior quantidade de sangue retida nas veias.

Assim, podem ocorrer trombos (coágulos) nas veias das pernas. A trombose pode ser entendida como a coagulação anormal do sangue no interior das veias profundas, impedindo o fluxo sanguíneo.

A trombose pode causar:

  • Inflamação na parede das veias,
  • Deficiência do funcionamento do fluxo sanguíneo;
  • Embolias – que podem ser fatais.

 

Quem precisa ter mais cuidado?

 

A trombose está associada à diminuição do fluxo sanguíneo, inflamação ou irritação na veia. E estas questões podem ser potencializadas por: cirurgias, infarto, traumatismo, uso de gessos e viagens.

Vale lembrar que a ocorrência de trombose pode ser maior em:

  • Pessoas com idade avançada
  • Obesos
  • Tabagistas
  • Pessoas com insuficiência renal
  • Pessoas que fazem tratamento hormonais
  • Pessoas com tumores malignos
  • Entre outros

 

Fique atento aos sintomas

 

Os sintomas da trombose não são muito específicos e podem ser parecidos com os de outras doenças vasculares. Mas, é importante ficar atento, caso apareçam durante a viagem:

 

  • Dor na perna,
  • Inchaço,
  • Vermelhidão,
  • Queimação,
  • Pele esbranquiçada ou azulada,
  • Dificuldade para andar.

 

Caso perceba os sintomas durante a viagem, busque se levantar e movimentar os pés e as pernas. Em situações mais sérias, é indicado que procure o atendimento médico.

 

É possível evitar o problema?

 

Controlar os fatores de risco, que potencializam a ocorrência de trombose é sempre o mais indicado. Por isso, é muito importante fazer um check-up anual com um Angiologista e Cirurgião Vascular, principalmente se você já tem problemas vasculares ou se tem algum histórico familiar. Além disso, durante a viagem, fique atento aos cuidados que você pode ter:

 

  1. Durante a viagem, mesmo sentado, constantemente faça alongamentos, movimentos circulares com os pés e com as pernas, dorso flexão da panturrilha, levantar a ponta do pé (10 a 15 vezes);

 

  1. Se possível, tente se levantar e caminhar nos corredores do veículo – avião, trem ou ônibus.

 

  1. Se estiver de carro, não deixe de fazer paradas para esticar o corpo;

 

  1. Uso de meias elásticas de compressão, preferencialmente conforme recomendação de um médico Angiologista e Cirurgião Vascular;

 

  1. Mantenha-se hidratado.

 

DR. GUSTAVO COSTA FRANKLIN DOS REIS

 

 

 

Anticoncepcional causa varizes?

Existem muitos mitos e polêmicas em relação ao uso dos anticoncepcionais e o aparecimento de varizes. Para esclarecer algumas dúvidas que sempre recebo em meu consultório, apresento algumas informações básicas sobre o assunto.

 

Anticoncepcional causa varizes?

Os anticoncepcionais, sejam eles injetáveis, transdérmicos ou orais, são considerados fatores potencializadores de varizes e causadores de trombose.
Isso acontece em virtude dos hormônios presentes na sua fórmula:
• Estrogênio – que pode interferir na parede das veias e prejudicar a circulação de sangue; e
• Progesterona – que proporciona dilatação das veias e interfere no fluxo do sangue.

 

É preciso parar de tomar anticoncepcional?

Vale lembrar que o anticoncepcional, por mais simples que possa parecer, também é um tipo de remédio. Por isso, é fundamental que o seu uso seja recomendado e acompanhado por um médico ginecologista.
Para as mulheres que apresentam doenças vasculares, passado de trombose, vasculite diagnosticada ou histórico familiar dessas doenças, é recomendável que, além do ginecologista, também façam o acompanhamento com um angiologista e cirurgião vascular.
Importante ressaltar que as pessoas que tenham registro de quadro de trombofilia, doença do sangue diagnosticada, têm que redobrar os cuidados e sempre fazer o acompanhamento com o angiologista e cirurgião vascular.
Em muitos casos, o método contraceptivo pode ser alterado ou serão repassadas orientações sobre como controlar ou evitar outros fatores potencializadores de trombose e de outras doenças.

 

Check-up vascular

Prevenir é sempre o melhor remédio. Por isso, sempre recomendo a realização de um check-up vascular, mesmo para pessoas que ainda não tenham o diagnóstico de doenças vasculares.
Isso porque, o check-up permite prevenir as doenças ou identifica-las precocemente, permitindo a indicação do tratamento mais adequado e assertivo.

 

Por Dr. Gustavo Costa Franklin dos Reis

Dr. Gustavo Franklin fala sobre Trombose Venosa para médicos do Pró-Plástica

O Cirurgião Vascular e Angiologista, Dr. Gustavo Franklin, participou na última semana de um encontro com médicos do Pró-Plástica, em Belo Horizonte. Ele foi convidado para falar sobre Trombose Venosa e Antigoagulantes. O encontro promoveu a troca de conhecimentos, de experiências e de aprendizados entre os médicos.

Os temas abordados por Dr. Gustavo Franklin são de extrema importância em procedimentos cirúrgicos, por isso, a necessidade de médicos estarem em constante reciclagem e atualização. Afinal, a ocorrência da Trombose Venosa pode ser potencializada por cirurgias, entre outros fatores.

Para que você entenda um pouco mais sobre Trombose Venosa, elencamos 5 dúvidas comuns de pacientes:

 

O que é a Trombose Venosa?

A Trombose Venosa ocorre quando a coagulação (que é um processo normal para evitar a perda excessiva de sangue quando há uma lesão no vaso) é feita de forma atípica nas veias profundas, impedindo o fluxo sanguíneo. Isso pode levar a uma inflamação da parede das veias, a deficiência do funcionamento das veias e, até mesmo, a embolias pulmonares, que podem ser fatais.

Quais as principais causas da Trombose Venosa

A Trombose Venosa pode ser motivada por uma inflamação na veia, pela diminuição do fluxo sanguíneo ou por uma alteração na coagulação.

Ela pode ser potencializada por vários fatores, entre eles: cirurgia, pós-cirúrgico, necessidade de ficar acamado, tratamento hormonal, uso de anticoncepcionais, idade avançada, varizes, tumores, traumas, obesidade, tabagismo, infarto, anormalidades genéticas e, até mesmo, viagens mais demoradas – necessidade de ficar muito tempo sentado.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas mais comuns são: inchaço, vermelhidão, sensação de calor, dor, pele azulada (ou esbranquiçada) e dificuldade para andar.

Mas, é preciso muita atenção, pois a Trombose pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas muito evidentes e que muitas vezes são muito parecidos com outras doenças. Por isso, é importante manter um check-up vascular anual e, a qualquer sintoma, procurar um médico.

Quais são os tratamentos para a Trombose Venosa?

O tratamento será indicado de acordo com a situação do paciente e com o seu histórico de saúde. Entre os tratamentos possíveis estão:

Em casos menos complexos: uso de meias de compressão, uso de anticoagulantes, infusão de medicamentos.

Em casos mais complexos: cirurgia, trombectomia, angioplastia.  Para mais informações CLIQUE AQUI

É possível prevenir a Trombose Venosa?

Sim, é possível prevenir a Trombose Venosa, principalmente evitando ou controlando os fatores potencializadores:

– Vida mais saudável: prática de atividades físicas, controle de peso, alimentação mais saudável e parar de fumar;

– Acompanhamento médico: seja pós-cirúgico, de tratamentos de traumas ou outras doenças e um check-up vascular anual.

-Uso de anticoagulantes: em casos pós-operatórios e em pacientes acamados.

 

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